Lucas 1.66

“O que vai ser este menino?” Pois a mão do Senhor estava com ele.

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Quando você era criança possivelmente alguém lhe perguntou: “O que você vai ser quando crescer?” Você se lembra de sua resposta? Quando eu tinha quatro anos eu falava que seria coletor de lixo, pois além de eu enxergar os trabalhadores desta nobre função como aventureiros da rua, meu primeiro carrinho de brinquedo foi um caminhãozinho de coleta de lixo. Alguns anos depois, antes de completar dez anos de idade, meu desejo era ser um astronauta – filmes e livros inspiravam meu fascínio pelo universo. Já aos doze anos eu decidi que seria biólogo. Nessa época, minha paixão por bichos era tal que eu tinha duas enciclopédias repetidas sobre animais, edições diferentes que eu comprava toda semana na banca de jornal. Por fim, quando terminei minha primeira graduação eu não era coletor de lixo, astronauta, tampouco biólogo, mas educador físico. Contudo, para o meu pai, desde cedo eu seria um craque do futebol nacional.

Talvez sua história seja semelhante à minha. Quando criança você sonhava em se tornar um piloto de avião, atleta profissional, inventor ou cantor. Ao mesmo tempo, seu pai o incentivava a ser um médico, advogado ou funcionário público. Fato é que pouquíssimos de nós, quando crianças, acertaram a profissão que um dia teríamos. Provavelmente, os palpites dos nossos pais ficaram ainda mais distantes da realidade.

Todavia não foi assim com Zacarias. Cheio do Espírito Santo, ele profetizou corretamente sobre o futuro de seu filho: E você, menino, será chamado profeta do Altíssimo, pois irá adiante do Senhor, para lhe preparar o caminho, para dar ao seu povo o conhecimento da salvação mediante o perdão dos seus pecados (Lucas 1.76-77; grifo meu). Estas  palavras estão registradas na passagem bíblica conhecida como Benedictus[1] (Lucas 1.68-79), onde Zacarias também agradece e louva a Deus pelo cumprimento das promessas messiânicas em benefício de seu povo. Suas palavras foram como as de sua esposa Isabel, cheias de verdade e gratidão, pois ambos falaram cheios do Espírito Santo.[2]

Entretanto, qual é a relação do nascimento de João Batista com o Natal de verdade? A resposta é simples: ainda que ele, profeta do El Shaddai,[3] não pudesse conceder salvação, nem mesmo para si, ele apontava para o único capaz de presenteá-la:[4] Vejam! É o cordeiro de Deus, que tira o pecado do mundo! (João 1.29) João ensinava ao povo quem era o Messias e o que Ele faria, além de mostrar a necessidade de arrepender-se diante de Deus pelos seus pecados.

Na véspera do Natal, eu gostaria de convidá-lo, à semelhança de João Batista, a anunciar o Natal de verdade. Mostre às pessoas quem é a essência do Natal. Chame a atenção delas para o verdadeiro foco desta data, que é Cristo, e não o Papai Noel, a árvore enfeitada nem a ceia farta. Não tenha medo de apresentá-lO. Jesus não veio para os justos, mas para os pecadores (João 12.47). Ele não veio para julgar o mundo, mas para salvá-lo (Marcos 2.17).

Enfim, que todos nós nos voltemos para Jesus Cristo, o único Salvador, que faz o nosso Natal ser de verdade.  Assim como João Batista foi alguém que preparou o caminho do Senhor, espero que você e eu, neste Natal, possamos preparar o caminho para que alguém entenda e admita em seu coração que Jesus é Senhor.

Uma Oração

“Senhor Deus, quero que meu Natal seja cheio de verdade e gratidão ao Senhor pela imerecida oportunidade que tenho de eternamente estar ao Seu lado mediante minha fé em Jesus Cristo como meu exclusivo Salvador. Além de eu querer que Ele seja o foco do meu Natal, quero poder compartilhar essa mensagem, dando a mais pessoas a mesma oportunidade de ter um Natal de verdade. Em nome de Jesus, amém.”

 


[1] Benedictus é a primeira palavra deste trecho bíblico na versão latina: “Benedictus Dominus Deus Israel…” (Grifo meu.)

[2] Para mais detalhes sobre a relação do Espírito Santo com as palavras de Zacarias, veja a reflexão “A Mãe de seu Senhor” (Lucas 1.43).

[3] Transliteração de um dos nomes de Deus, do hebraico אל שדי, que significa Todo-Poderoso.

[4] O verbo presentear foi usado propositalmente com o intuito de conduzir o leitor a se lembrar de que a salvação é dada por Jesus Cristo. Presentes são dados gratuitamente. Paulo escreveu aos efésios: Pois vocês são salvos pela graça, por meio da fé, e isto não vem de vocês, é dom de Deus; não por obras, para que ninguém se glorie (2.8-9). E para se obter o presente, basta recebê-lo (através da fé).

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