Lucas 2.1-40

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Em todo Israel não havia dia mais esperado que o da vinda do Messias. A opressão do Império Romano, a desigualdade social e o desejo da nação ser solidamente estabelecida no quadro geopolítico, segundo fora profetizado, eram alguns dos fatores que aguçavam a ansiedade do povo israelita.

Todavia, a má compreensão das Escrituras Sagradas causou uma frustração na mesma medida da equivocada expectativa. A liderança judaica, ainda que testemunhasse os milagres de Jesus,[1] não reconhecia ser Ele o Messias. Eles buscavam Sua morte, o que culminou na crucificação, um dos métodos mais bárbaros da história humana para execução da pena capital.

Ainda que o Natal não deixe de ser celebrado entre aqueles que desconhecem seu verdadeiro significado, a falta de conhecimento nunca permitirá que tais pessoas desfrutem plenamente desta festa tão importante, cuja essência, Jesus Cristo, divide a história em antes e depois dEle.

Por mais que eu goste dos enfeites natalinos, em especial dos presépios, nenhum deles por si só é capaz de dar toda a informação necessária e correta sobre o nascimento do Salvador. A melhor fonte, que tem poder para salvar todo aquele que crê, é o Evangelho (cf. Romanos 1.16). É por isso que nesta última reflexão, ao invés de comentar o texto, inseri propositalmente a história do nascimento de Jesus, com o desejo de que você adquira conhecimento por si mesmo e, desta maneira, não erre pela ignorância. Enfim, que não sejamos como os saduceus,[2] que quando questionaram Jesus, ouviram: Vocês estão enganados porque não conhecem as Escrituras nem o poder de Deus! (Mateus 22.29)

 O nascimento de Jesus segundo o evangelho de Lucas:

Naqueles dias César Augusto publicou um decreto ordenando o recenseamento de todo o império romano. Este foi o primeiro recenseamento feito quando Quirino era governador da Síria. E todos iam para a sua cidade natal, a fim de alistar-se.

Assim, José também foi da cidade de Nazaré da Galileia para a Judéia, para Belém, cidade de Davi, porque pertencia à casa e à linhagem de Davi. Ele foi a fim de alistar-se, com Maria, que lhe estava prometida em casamento e esperava um filho.

Enquanto estavam lá, chegou o tempo de nascer o bebê, e ela deu à luz o seu primogênito. Envolveu-o em panos e o colocou numa manjedoura, porque não havia lugar para eles na hospedaria.

Havia pastores que estavam nos campos próximos e durante a noite tomavam conta dos seus rebanhos. E aconteceu que um anjo do Senhor apareceu-lhes e a glória do Senhor resplandeceu ao redor deles; e ficaram aterrorizados. Mas o anjo lhes disse: “Não tenham medo. Estou lhes trazendo boas novas de grande alegria, que são para todo o povo: Hoje, na cidade de Davi, lhes nasceu o Salvador que é Cristo, o Senhor. Isto lhes servirá de sinal: encontrarão o bebê envolto em panos e deitado numa manjedoura”.

De repente, uma grande multidão do exército celestial apareceu com o anjo, louvando a Deus e dizendo: “Glória a Deus nas alturas, e paz na terra aos homens aos quais ele concede o seu favor”.

Quando os anjos os deixaram e foram para o céu, os pastores disseram uns aos outros: “Vamos a Belém, e vejamos isso que aconteceu, e que o Senhor nos deu a conhecer”. Então correram para lá e encontraram Maria e José, e o bebê deitado na manjedoura. Depois de o verem, contaram a todos o que lhes fora dito a respeito daquele menino, e todos os que ouviram o que os pastores diziam ficaram admirados. Maria, porém, guardava todas essas coisas e sobre elas refletia em seu coração. Os pastores voltaram glorificando e louvando a Deus por tudo o que tinham visto e ouvido, como lhes fora dito.

Completando-se os oito dias para a circuncisão do menino, foi-lhe posto o nome de Jesus, o qual lhe tinha sido dado pelo anjo antes de ele nascer. Completando-se o tempo da purificação deles, de acordo com a Lei de Moisés, José e Maria o levaram a Jerusalém para apresentá-lo ao Senhor ( como está escrito na Lei do Senhor: “Todo primogênito do sexo masculino será consagrado ao Senhor” ) e para oferecer um sacrifício, de acordo com o que diz a Lei do Senhor: “duas rolinhas ou dois pombinhos”.

Havia em Jerusalém um homem chamado Simeão, que era justo e piedoso, e que esperava a consolação de Israel; e o Espírito Santo estava sobre ele. Fora-lhe revelado pelo Espírito Santo que ele não morreria antes de ver o Cristo do Senhor. Movido pelo Espírito, ele foi ao templo. Quando os pais trouxeram o menino Jesus para lhe fazer conforme requeria o costume da lei, Simeão o tomou nos braços e louvou a Deus, dizendo:

“Ó Soberano, como prometeste, agora podes despedir em paz o teu servo.
Pois os meus olhos já viram a tua salvação,
que preparaste à vista de todos os povos:
luz para revelação aos gentios e para a glória de Israel, teu povo”.

O pai e a mãe do menino estavam admirados com o que fora dito a respeito dele. E Simeão os abençoou e disse a Maria, mãe de Jesus: “Este menino está destinado a causar a queda e o soerguimento de muitos em Israel, e a ser um sinal de contradição, de modo que o pensamento de muitos corações será revelado. Quanto a você, uma espada atravessará a sua alma”.

Estava ali a profetisa Ana, filha de Fanuel, da tribo de Aser. Era muito idosa; havia vivido com seu marido sete anos depois de se casar e então permanecera viúva até a idade de oitenta e quatro anos. Nunca deixava o templo: adorava a Deus jejuando e orando dia e noite. Tendo chegado ali naquele exato momento, deu graças a Deus e falava a respeito do menino a todos os que esperavam a redenção de Jerusalém.

Depois de terem feito tudo o que era exigido pela Lei do Senhor, voltaram para a sua própria cidade, Nazaré, na Galileia. O menino crescia e se fortalecia, enchendo-se de sabedoria; e a graça de Deus estava sobre ele.

Agora você conhece a história do verdadeiro Natal. Ela vai além de simplesmente celebrarmos a vida e nos confraternizarmos com as pessoas que amamos. Vamos celebrar o amor de Deus e louvá-lO pelo dom da vida eterna concedido por meio da fé em Jesus Cristo àqueles que  nEle creem!

Feliz Natal!

Uma oração

“Senhor Deus, obrigado por me ensinar a história do verdadeiro Natal. E mais ainda, obrigado por me explicar, por meio da Sua Palavra, o significado do nascimento de Jesus. Hoje eu estou ciente de que minha alegria natalina somente será plena quando eu desfrutar da fé no sacrifício de Jesus Cristo em meu benefício. Eu me entrego ao Senhor, por tão grande amor. Em nome de Jesus, amém.”

 


[1] Os milagres de Jesus apontavam para Sua messianidade. João, quando escreveu seu evangelho, propositalmente escolheu sete milagres, chamados por ele de sinais, para estabelecer relação entre Jesus e o Messias como descrito pelos profetas. Ele disse: Jesus realizou na presença dos seus discípulos muitos outros sinais miraculosos, que não estão registrados neste livro. Mas estes foram escritos para que vocês creiam que Jesus é o Cristo, o Filho de Deus e, crendo, tenham vida em seu nome (João 20.30-31 – grifo meu).

[2] Os saduceus eram um dos principais grupos político-religiosos nos tempos de Jesus.

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