Por Bob Kellemen

Primeira Parte

As festas do final de ano deveriam nos fazer pensar em palavras como gratidão, alegria e felicidade. Nós deveríamos associar as comemorações com frases como: “Nada como estar ao lado de nossa família nessa época do ano!”.

Mas… e se alguém que amamos não vier para casa nessa época do ano? E se a morte, o divórcio ou a distância nos fizerem associar essa época com sentimentos de depressão, ansiedade e estresse?

As festas podem nos fazer reviver as memórias de nossa perda e criar uma experiência nova de dor e sofrimento. A ideia de participar de mais uma festa natalina no final de ano faz com que algumas pessoas desejem dormir as duas últimas semanas de dezembro para somente acordar no dia dois de janeiro. A perda é sempre dura e ela parece ser esmagadora na época de comemorações. A ideia de estarmos em clima de festa é demais para suportarmos quando nosso coração está partido.

Um lembrete àqueles que estão felizes na época do Natal

Alguns de vocês talvez estejam pensando: “Bob, não seja um estraga prazeres, eu adoro o Natal!”. Não quero diminuir o seu prazer; entretanto, a sua experiência não é universal. Para muitos de seus amigos, vizinhos e parentes, as festas são amargas. Assim, continue a leitura… Se não para você mesmo, que seja por muitos outros. Você seguramente ganhará empatia e terá mais cuidado com outras pessoas que precisam de cura para o Natal.

Uma promessa para aqueles que desejam a cura para o Natal

Jesus compreende. Eu lhes disse essas coisas para que em mim vocês tenham paz. Neste mundo vocês terão aflições; contudo, tenham ânimo! Eu venci o mundo (João 16.33). Eu incluo este versículo todas as vezes que autografo uma cópia do meu livro A Cura de Deus para as Perdas da Vida.

Neste único versículo, Jesus nos dá permissão para o pesar e permissão para ter esperança. Jesus é real e direto, assim como a vida pode ser. Ele também é honesto e portador de esperança. Sua palavra, Sua vida, morte e ressurreição, concedem-nos esperança de cura.

O Apóstolo Paulo oferece a mesma mensagem de tristeza misturada com cura. Compartilhando com cristãos que perderam pessoas queridas, Paulo fala da tristeza do ponto de vista cristão: tristeza com esperança (1Tessalonicense 4.13).

Nessa primeira parte, quero seguir o caminho de Jesus e de Paulo mostrando a você:

  • A permissão para o sofrer, mesmo durante o período natalino;
  • A razão para se ter esperança: a cura para o Natal – e outras festividades.

Nas partes seguintes, quero caminhar com você pela Palavra de Deus, mostrando-lhe de forma prática e relevante como você pode se entristecer e crescer, ser curado e ter esperança.

Permissão para sofrer: sofrimento durante o período das festas – é normal sofrer

É comum e normal sofrer. Ao notar a cadeira vazia, marcando a ausência no Natal de alguém que você tanto ama, você sofre. Quando percebe que não é possível ouvir durante a troca de presentes a brincadeira de uma pessoa tão querida, você sofre. Quando não pode escutar aquela voz querida na passagem do ano, você sofre. Viver o período das festas longe de alguém que amamos é dolorido. É normal sofrer.

A perda e a separação são invasoras. Não é assim que as coisas deveriam ser. Deus nos fez para termos relacionamentos, não para estarmos sós.

Jesus não só falou sobre a perda e o sofrimento, mas ele os experimentou. Quando Jesus viu Maria chorando compulsivamente por causa da morte de seu irmão Lázaro, Ele ficou profundamente comovido (João 11.33). Ao chegar ao túmulo de Lázaro, Jesus chorou (João 11.35).

Na cruz, quando experimentou a separação do Pai, Jesus clamou: “Eloí, Eloí, lamá sabactâni?, que significa “Meu Deus! Meu Deus! Por que me abandonaste?” (Mateus 27.46).

Se o próprio Deus-homem, perfeito e sem pecado, chorou com a perda, então podemos assumir que sofrimento é algo normal. Se Jesus sofreu na agonia de estar separado de Seu Pai, tenha certeza, então, de que você tem permissão para sofrer.

Paulo não só falou sobre a perda e a angústia, mas ele as experimentou. Aprisionado e separado de Timóteo, seu filho na fé, Paulo escreveu: Dou graças a Deus, a quem sirvo com a consciência limpa, como o serviram os meus antepassados, ao lembrar-me constantemente de você, noite e dia, em minhas orações. Lembro-me das suas lágrimas e desejo muito vê-lo, para que a minha alegria seja completa (2Timóteo 1.3-4).

Próximo ao fim de sua vida, quase totalmente só, Paulo lembrou: na minha primeira defesa, ninguém apareceu para me apoiar; todos me abandonaram. Que isso não lhes seja cobrado (2Timóteo 4.16).

A lembrança é uma grande bênção, mas pode ser uma grande maldição. A lembrança de nossos parentes separados de nós pela morte, pelo divórcio ou pela distância, é uma fonte legítima de grande pesar e uma razão legítima de sofrimento. 

É possível ter esperança

Em meio ao sofrimento por ter sido abandonado e traído, Paulo também disse: Mas o Senhor permaneceu ao meu lado e me deu forças (2Timóteo 4.17).

Em um outro momento de sincero sofrimento, Paulo compartilhou: perdermos a esperança da própria vida e já tínhamos sobre nós a sentença de morte (2Coríntios 1:8-9). Mesmo assim, ele também sabia que isso aconteceu para que não confiássemos em nós mesmos, mas em Deus, que ressuscita os mortos (2Coríntios 1:9). Com Cristo, você tem uma razão para ter esperança de cura para o Natal. A perda não é final nem fatal. É possível ter esperança.

Jesus, abandonado por Seu Pai por causa de nossos pecados, foi ressurreto dos mortos por Seu Pai. E mais – se é que é possível dizer “muito mais” sobre a ressurreição! – Ele agora está sentado à direita de Seu Pai! Reunião. Relacionamento. Unidade.

Com Cristo, a separação não é final. É possível ter esperança, pois nosso Deus é o Deus que ressuscita os mortos. Ele pode ressuscitar a sua esperança.

O resto da história

Você pode estar pensando: “É bom saber que tenho permissão para sofrer, mas o que eu faço com o meu sofrimento durante as festas?”. E talvez você também se pergunte: “Fico feliz pela promessa de cura para o Natal, mas como irei encontrá-la?”. Boa pergunta. Vamos fazer esse caminho juntos a partir da segunda parte para encontrar as respostas de Deus para as perdas da vida. 

Pense nisso

Shakespeare disse: “Dê nome ao sofrimento”.  Que nome você daria aos seus sofrimentos nas festas de fim de ano? Você consegue enxergar alguma luz de esperança e cura para o Natal?

Clique aqui para fazer o download de todo a reflexão (via Issuu)

 

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