Por Bob Kellemen

Sexta Parte

Para os cristãos, sobreviver às festas é uma primeira meta admirável, especialmente quando as lembranças da perda e da separação inundam a mente. Nossa meta final, porém, não é só sobreviver, mas florescer. É aí que a esperança de cura entra em cena.

Paulo “dá nome aos bois”

O Apóstolo Paulo é um modelo para o processo de cura em 2Coríntios 1.8-11.

Irmãos, não queremos que vocês desconheçam as tribulações que sofremos na província da Ásia, as quais foram muito além da nossa capacidade de suportar, ao ponto de perdermos a esperança da própria vida. De fato, já tínhamos sobre nós a sentença de morte, para que não confiássemos em nós mesmos, mas em Deus, que ressuscita os mortos. Ele nos livrou e continuará nos livrando de tal perigo de morte. Nele temos colocado a nossa esperança de que continuará a livrar-nos, enquanto vocês nos ajudam com as suas orações. Assim muitos darão graças por nossa causa pelo favor a nós concedido em resposta às orações de muitos.

Paulo começa dando o exemplo do que discutimos nas partes de 1 a 4. Ele é sincero e franco consigo mesmo, com Deus e com os outros sobre o seu sofrimento.  Ele fala corajosamente sobre o seu sofrimento externo – as coisas que aconteceram com ele, suas perdas e pesares. Ele também compartilha corajosamente seu sofrimento interno – sua agonia da alma.

Mas Paulo não para por aí. Sem esperança na vida e sentindo a sentença de morte, Paulo sabiamente agarra-se ao Autor da Vida.

Por favor, interrompa a leitura aqui e leia novamente 2Coríntios 1. 8-11.

  • Reflita no sofrimento de Paulo e na sua esperança.
  • Em seguida, reflita no seu próprio sofrimento.
  • Ore por sua cura. Peça a Deus esperança. Peça a Ele aquela fé que o conduz a crer na possibilidade de um novo começo – é possível ter esperança, florescer.

Sofrendo e crescendo

O sofrimento pode produzir crescimento. As emergências espirituais podem produzir a emergência espiritual. É um crescimento sobrenatural.

O sofrimento admite: “A vida é má”. A cura diz: “Deus é bom, Ele é sempre bom”. Através do sofrimento, nós honestamente entramos na pequena história terrena e temporal da dor. Através da cura, entramos na história celeste e eterna da esperança.

No sofrimento, estamos em um sepulcro – a tumba de perdas e pesares. Na cura, Deus remove a pedra. Comemoramos a ressurreição. Confiamos em nosso Deus que ressuscita os mortos.

Intensamente espiritual/grandemente prática aqui na terra

“Legal”, você pensa, “apenas mais um monte de lugares-comuns: palavras ocas, tão espirituais que não têm proveito nenhum aqui na terra!”.

Na verdade, não. De fato, a esperança bíblica é tão espiritual que ela se torna grandemente prática aqui na terra.

Pense naquilo que é conhecido como a quinta fase, ou fase final, do processo de sofrimento: a aceitação. A meta é encarar com tranquilidade o caráter definitivo da perda. Se for a eminente morte de alguém, então é um momento de resignação silenciosa.  Se for a perda de um ente querido, de um relacionamento ou de um emprego, então é hora de reorganização. “A vida tem que continuar de alguma forma. Como? O que vem a seguir?”

Em Cristo, a perda nunca é final. A ressurreição de Cristo é o primeiro fruto, esperança para os demais. “Aceitação” e “resignação” são coisas tão terrenas que não produzem nenhum bem, seja terreno ou celeste! A aceitação não consegue impedir o esquivamento, pois ela não traz esperança de progresso nem é base para o crescimento.

Eu me recuso a aceitar os remédios da “aceitação”, desprovidos de esperança. Eu também me recuso a aceitar chavões simplistas. Escolho abraçar a esperança da cura de Cristo.  Escolho abraçar a verdade bíblica de que é possível ter esperança e crescer sobrenaturalmente.

E você? Você está se agarrando tenazmente ao Autor da Vida?

O resto da história

A cura comemora a ressurreição colocando a esperança em Deus – confiando em Deus com fé; lamentando-se para Deus – gemendo para Deus com esperança; entrelaçando-se na história de Deus – percebendo o sofrimento com graça, e adorando a Deus – envolvendo-se com Deus e com os outros com amor, mesmo durante o sofrimento. Daqui em diante, aprenderemos como fazê-lo.

Pense nisso

Você tem fé em Deus para acreditar que é possível você ter esperança – que você pode não somente sobreviver ao Natal, mas você pode florescer durante as festas por causa de Cristo?

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