Encravada na memória de muitos de nós que, regularmente, celebramos o Natal está a citação que Mateus faz, em seu evangelho, do trecho de Miquéias 5:2. “Mas tu, Belém, da terra de Judá, de forma alguma és a menor entre as principais cidades de Judá; pois de ti virá o líder que, como pastor, conduzirá Israel, o meu povo” (Mateus 2:6). O que muitos esquecem é o fato de que há a segunda parte desse trecho em Miquéias, a qual não é citada por Mateus, mas que estava na mente da maioria dos judeus familiares com esse profeta menor, mas que fez uma profecia tão grandiosa. A segunda parte do trecho é, na verdade, o que faz com que a primeira metade seja tão significativa.

A segunda parte diz: “Suas origens estão no passado distante, em tempos antigos”. Jesus não passou a existir quando nasceu em Belém. Embora sua vida na terra tenha começado quando ele encarnou, Jesus é o eterno Filho de Deus, que existe por toda a eternidade. Somente sendo o Deus-Homem, Jesus pode cumprir as expectativas proféticas. Somente um ser eterno poderia ser um rei eterno sobre um reino eterno, como a Bíblia disse que seria. Somente o ser completamente justo poderia reinar em justiça, retidão e paz, tanto como Salvador quanto como Juiz. Somente Jesus poderia cumprir as profecias e ser, ao mesmo tempo, Filho de Davi e Filho de Deus.

Miquéias escreve, ainda no capítulo 5, “Por isso os israelitas serão abandonados até que dê à luz a que está em trabalho de parto. Então, o restante dos irmãos do governante voltará para unir-se aos israelitas. Ele se estabelecerá e os pastoreará na força do Senhor, na majestade do nome do Senhor, o seu Deus. E eles viverão em segurança, pois a grandeza dele alcançará os confins da terra.” Miquéias 5:2-4 é uma profecia messiânica direta dizendo que futuro Rei que nasceria em Belém e, finalmente, reinaria sobre Jerusalém não é outro senão Jesus – o Filho de Deus que se tornou Filho do Homem.

Por Dr. Mark Bailey, Professor de Exposição Bíblica, Presidente

Tradução de Eduardo Tavares
Original em DTS 

 

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