No primeiro Natal, todos os olhos estavam sobre César Augusto, o cínico imperador romano que havia ordenado um censo como forma de aumentar o recolhimento de impostos no futuro. Naquelas circunstâncias, quem estaria interessado em um jovem casal fazendo uma viagem de 130 quilômetros, partindo de Nazaré rumo ao sul? O que poderia ser mais importante do que a decisão do imperador em Roma, ou do cumprimento dessa ordem pelo fantoche dele, Herodes, que governava sobre a Judeia?  Quem se importaria com um bebê judeu nascido em uma obscura estrebaria de Belém?

Deus se importava.

Sem saber, o poderoso César estava sendo apenas um garoto de recados, anunciando o começo da plenitude dos tempos (Gálatas 4:4). Ele era um peão nas mãos de Deus, uma parte insignificante em meio a páginas de páginas e profecias. Enquanto Roma estava ocupada fazendo História, Deus chegou. Ocupado em contemplar a sucessão de imperadores, como Alexandre, o Grande, Herodes, o Grande e Augusto, o Grande, o mundo deixou de notar Jesus, o bebê.

E ainda não nota.

Assim como nos dias de Jesus, também vivemos tempos difíceis. Nosso cotidiano nos distrai de enxergar o todo. Assim como as crises políticas, econômicas e espirituais do primeiro século abriram caminho para “a plenitude dos tempos”, hoje, em nossos tempos selvagens, Deus está tecendo sua trama soberana para cumprir sua vontade. Os dias são difíceis, de fato, mas isso nunca surpreende Deus. Ele ainda é soberano. Ele ainda está no trono.

Você se sente ansioso quando pensa nos dias difíceis que vivemos? Eu entendo. Não era diferente na época em que Jesus nasceu. Muitas vidas foram profundamente afetadas ao longo desse ano que está terminando e nós precisamos parar para refletir a respeito do que Deus está fazendo. O Natal é uma época boa para nos perguntarmos: “vou considerar Jesus como o centro da minha vida e me apegar a ele independente das circunstâncias?”

Corrupção política e religiosa, crises econômicas – notícias como essas sempre estarão nas manchetes. Mas devemos lembrar que nosso Deus está no trono.

Ele promete usar nossos dias conturbados para cumprir os propósitos superiores que ele tem para o mundo todo e para nossas vidas.

Por Dr. Charles Swindoll, chanceler do Dallas Theological Seminary

Tradução de Eduardo Tavares
Original em DTS 

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