O bebê em Belém, o qual celebramos no Natal, é o “Filho do Altíssimo. O Senhor Deus lhe dará o trono de seu pai Davi, e ele reinará para sempre sobre o povo de Jacó; seu Reino jamais terá fim” (Lucas 1:32,33). “Messias” (do hebraico), no Velho Testamento, se torna “Cristo” (do grego) no Novo Testamento. Esse termo significa “o ungido” e aponta para a esperança de Israel na promessa do rei “Davídico”, ideal, que livraria o povo da escravidão (Salmos 89:20-29, Miqueias 5:2).

Na época em que Maria deu à luz, a esperança na promessa que Deus havia feito, de perdão e livramento, chegou ao ponto de frenesi. Alguns esperavam ver um ditador beneficente. Outros procuravam por um renomado operador de milagres. Outros ainda esperavam um profeta famoso, do tipo de Elias, que viria trazendo uma mensagem espetacular.

Os Evangelhos sugerem que as pessoas da época estavam perguntando a cada visitante ilustre: “você é o Cristo?” Quando Pedro disse “você é o Cristo”, ele estava afirmando, não perguntando. E essa afirmação reuniu todas as esperanças e títulos dados a Jesus, desde “servo sofredor” a “Filho do Homem”, e “Filho de Deus”. “O Cristo” resumiu os atributos do único que pode satisfazer nossas necessidades e nos salvar de nossos pecados. Na Festa de Pentecostes, Pedro destacou, em seu discurso, a ressurreição e o fato de que Deus fez de Jesus “Senhor e Cristo” (Atos 2:36).

O Deus vivo nos deu vida pela graça, por meio da fé, na morte e na ressurreição do Messias. Em Atos 11:26, os crentes foram, pela primeira vez, chamados de Cristãos (seguidores do Messias), de forma que o nome Dele se tornou o nosso também. No Natal, devemos louvar nosso Rei, que é “o Cristo, Filho do Deus vivo”. Esse é o significado do Natal.

Por Dr. Lanier Burns, professor de pesquisa de estudos teológicos e de teologia sistemática

Tradução de Eduardo Tavares
Original em DTS 

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