O fato de que Jesus veio ao mundo é deixado bem claro nas páginas das Escrituras Sagradas; é uma verdade essencial para nossa compreensão do Cristianismo. Sem a Encarnação, jamais poderíamos repetir alegremente os versos de Charles Wesley, “Velado em carne, a Divindade vê, saudai a Divindade encarnada; apareceu como homem, para com os homens habitar. Jesus, nosso Emanuel.” Sem o Deus-Homem, não haveria o Calvário, nem a propiciação da ira justa de Deus e, consequentemente, não haveria ressurreição. Sem a Encarnação, não haveria esperança.

A dúvida diante de nós hoje não é o fato da Encarnação. Isso é indiscutível; a questão é o porquê. Por que Jesus veio a nós de um jeito tão incomum? A Bíblia nos diz que, antes de José e Maria terem relações sexuais, ela já havia engravidado. E não foi uma gravidez fruto de promiscuidade; isso teria sido suficiente para romper o noivado entre eles, mas o fato é que ela havia engravidado! Quem ali tinha entendimento o bastante para entender tamanho fenômeno? Era impossível, ao menos, até onde nossas mentes limitadas conseguem alcançar. Maria podia ter engravidado por meios normais, evitado todo o embaraço e o susto que deu em José, sem falar que isso acabaria com todas as críticas por parte dos líderes da nação. Será que essa concepção miraculosa protegeria o bebê da mancha do pecado? Maria tinha mãe e avó. A menos que todas as mulheres da linhagem de Maria, a começar por Eva, tivessem vivido sem pecar, como os cromossomos maternos poderiam não carregar a mácula do pecado?

A resposta é maravilhosa. Jesus veio a nós de uma maneira que ninguém mais viria, para que entendêssemos como ele é especial. Ele não é como todas as crianças que vemos ao longo da vida. Ele é Deus encarnado. O presente de Deus dado a nós para realizar o que nenhuma outra criança poderia. “Oh, vinde, adoremos!”

Por Dr. John Hannah, professor em pesquisa de estudos teológicos e história da teologia

Tradução de Eduardo Tavares
Original em DTS 

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