Enquanto eu aguardava em uma fila, um mostruário com cartões chamou minha atenção. No topo dele, estava escrito: “qual é o significado do seu nome?” A curiosidade foi mais forte, então, fui até lá e girei aquele mostruário até encontrar meu nome. Lá estava: “Mark – guerreiro trovejante; vitorioso nos desafios”. Depois de acariciar meu ego, olhei para ver o que outros nomes significavam. Surpreendentemente, quase todos soavam tão valentes quanto os meus. Não havia nenhum nome cujo significado fosse “um grande panaca”, ou “um fracote”. Nos Estados Unidos, o marketing previu isso. Na verdade, na cultura ocidental, os significados dos nomes não têm muita importância.

Não era assim nos tempos bíblicos. Na Bíblia, frequentemente, um nome era dado a partir de situações, ou antecipando o chamado de alguém. Os nomes eram simbólicos, lançavam uma certa expectativa sobre as pessoas que os recebiam. Se tais significados eram importantes quando os nomes eram dados por homens, imagine quando alguém recebia um nome dado por Deus?

Depois de descobrir que Maria estava grávida, José planejou romper o noivado em segredo (Mateus 1:18-19). Então, veio a intervenção divina. As coisas sempre mudam quando Deus intervém. O anjo do Senhor disse a José que confiasse, em meio a tudo o que estava acontecendo: “José, filho de Davi, não tema receber Maria como sua esposa, pois o que nela foi gerado procede do Espírito Santo”. (Mateus 1:20)

Então, o anjo disse que aquela criança receberia o nome de Jesus. Esse nome humano não era um qualquer. “Jesus” era equivalente ao nome “Josué”, do Antigo Testamento. Josué sucedeu Moisés e liderou Israel rumo à terra prometida. Jesus, como seu próprio nome profetizava, também conduziria o povo dele rumo à bênção. Como? Dando salvação aos pecadores. Sendo totalmente Deus e totalmente humano, apenas Jesus poderia entregar a si mesmo como substituto pelos pecadores. (2 Coríntios 5:21)

Jesus significa “o Senhor salva”. O anjo sabia o motivo pelo qual Jesus receberia esse nome: porque “ele salvará seu povo dos pecados deles”. (Mateus 1:21)

Então, da próxima vez que você estiver diante de um desses mostruários com cartões, não procure seu nome. Lembre-se do dEle. É o único nome que interessa de verdade.

Por Dr. Mark Yarbrough, vice-presidente de assuntos acadêmicos, deão acadêmico e professor assistante de exposição bíblica

Tradução de Eduardo Tavares
Original em DTS 

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